Recentemente incorporada ao calendário de compras dos brasileiros, a Black Friday se consolida como uma data que abre a temporada de vendas do comércio de final de ano, ganhando espaço e conquistando a confiança dos consumidores. É a chance para concretizar a compra de um celular novo, uma TV ultramoderna, destas que falam com a gente, um tênis top para a corrida ou mesmo um pacote de viagem para o Caribe e suas águas cristalinas.

A hora é agora.

Pesquisa realizada pela Criteo S. A. mostra que as vendas de 2018 foram cinco vezes maiores do que as de 2017. As compras se intensificam neste período, e não é somente no mundo online, mas também nas lojas físicas. O crescimento e os efeitos provocados pela Black Friday são sentidos pelo varejo de diferentes maneiras. As vendas nos estabelecimentos físicos crescem 3,5 vezes na sexta-feira de ofertas em relação às outras sextas-feiras do ano.

Mas o que as empresas precisam fazer para embarcar nesta data e atrair os consumidores? O que move as vendas da Black Friday?

A preparação e o planejamento das marcas são cruciais. Só desta forma se evita a frustração e a desconfiança dos consumidores – que também se organizam para o evento. Uma informação importante neste cenário: a maior parte dos compradores começa a buscar informações sobre a Black Friday um mês antes.  Então, não adianta deixar para a última hora ou maquiar os descontos subindo e descendo o valor de produtos.

Os negócios online merecem uma atenção redobrada durante a Black Friday. É fundamental que tanto as marcas quanto os varejistas alinhem estratégias a fim de proporcionarem eficiência e qualidade em produtos e serviços, com capacidade de entrega. Quando vai para frente da tela do computador ou mesmo do celular, o comprador online quer encontrar ofertas, claro, mas não só isso: quer a garantia de que vai receber data certa. Mais: quando abrir a caixinha, espera abrir um sorriso ao ver que está diante do produto exato que clicou na hora da compra.

A relevância do canal online para o processo de compra dos gaúchos é maior do que para o a população de São Paulo: 34% contra 29%, sendo os eletrônicos o principal alvo.

O principal apelo para um consumidor realizar uma compra durante a Black Friday ainda é o preço: 49% das pessoas avaliam esse critério antes da tomada de decisão. Mas, nos últimos anos, outros fatores também têm ganhado relevância. A maior parte (51%) dos aspectos ponderados pelos potenciais consumidores diz respeito à confiança e à experiência do entregador, incluindo o custo do frete, formas de pagamento e prazo de entrega. Outro elemento relevante é a fidelização. Dois terços dos consumidores fizeram compras neste período em lojas nas quais já eram clientes. E aí vai outra dica importante: não é só uma data para prospectar novos clientes, mas principalmente para manter próximo aquele cliente eventual, que conhece os produtos e precisa de um empurrãozinho para a tomada de decisão.

O desempenho positivo da Black Friday tem levado alguns lojistas a extrapolar ainda mais o período de ofertas: é o caso do Black Month. Disponibilizar as ofertas por mais tempo é uma estratégia que acaba beneficiando as partes envolvidas: o lojista aumenta o volume de venda e, consequentemente, o faturamento, enquanto o cliente tem mais tempo para tomar a decisão de adquirir o produto.

Vale para a Black Friday a mesma regra que para cada um dos dias do ano: respeitar o consumidor e estar atento aos seus desejos e necessidades. Entender, vender e entregar com qualidade e a preço justo. E construir uma relação do cliente com a marca que vá muito além das datas do calendário.